Fórum geral
#78732
Se o IUC também depende do valor de emissão de CO2, e comprovando-se que as emissões normais dos veículos equipados com os motores em causa, são cerca de 40x acima do permitido parece-me, de toda a justiça, que o valor de IUC seja revisto em conformidade.

Agora, o proprietário não tem responsabilidades sobre o sucedido, pelo que, das duas uma:
- ou a Volkswagen assume as alterações ao motor de modo a que este cumpra integralmente e em permanência com as normas, porque se o algoritmo permite que o motor cumpra em determinados períodos pode, de certeza, ser alterado para cumprir sempre;
- ou não assume e arrisca-se a enfrentar uma catadupa de processos em tribunal por parte dos clientes que pretendem ser ressarcidos pelos valores que terão que pagar a mais.

Contudo, surgem-me agora mais alguns pontos que deverão ser tidos em conta.
- não deveria o valor do IUC entretanto pago ser revisto com efeitos retroactivos? Assim, como assim, na realidade os veículos equipados com estes motores têm vindo a poluir muito mais do que aquilo que têm pago (exceptuando o do Arad que tem passado os últimos anos parados na garagem);
- e alterando o algoritmo responsável pela gestão das emissões para que cumpra em permanência com as normas, será que o rendimento do motor não será muito inferior?
#78733
Do que eu ja li, sim. Julgo que esta situação acontece exactamente para a VW conseguir oferecer motores com melhores prestações sem que haja um aumento, que seria normal, das emissões poluentes.

Eu chego ao ponto de pensar de que isto não é nada mais do que otores reprogramados :!:

Já com o 1.4TSI, a história dos problemas deriva de questões de poluição. Reza a lenda que a VW desenvolveu o motor de forma exímia e, aquando da homologação, este foi chumbado por questões relacionadas com os níveis de poluição. Para remediar o problema, a VW alterou a gestão do motor para que ele funcionasse com uma mistura pobre, o que tem levado a uma catadupa de problemas. Diz quem sabe que a cura para esta situação passa exactamente por uma reprogramação de modo z ajustar a relação A/F.
#78735
Até ver estou a salvo de questões hipotéticas de IUC. O problema está nos 2.0TDI EA189.

Não estou a salvo é dos danos de imagem por ter um carro a gasóleo da marca, de um dos anos da trafulhice.

Também já pensei no que será dos valores e facilidade de revenda dos carros da marca daqui para a frente, sendo que este critério acaba por ter alguma importância na hora da compra...

Pode dar ainda muita confusão. A asneira feita é de proporções épicas, não sei se a VW se vai safar. As perdas económicas já são colossais.

Estava a tentar encontrar um paralelo na indústria, mas nem os N47 da BMW têm esta gravidade e este alarido todo...
#78737
Magellan Escreveu:Arad, estás a salvo até ver... Não sei se o 1.6 TDi é vendido nos EUA. Pode ainda não ter sido detectada marosca nesse.
A armação pode extensões inimagináveis.


O 1.6TDI não é vendido lá.

A questão é a seguinte:

Nos EUA os limites de emissões para os diesel são tão baixos, mais que o nosso recente euro 6, que só com adBlue se conseguem cumprir. A VW entendeu que não... Que o seu 2.0TDI era tão eficiente que não precisava disso...

Agora sabe-se porquê.

Não estou é a salvo de outras trafulhices... Quem faz uma destas, pode fazer mais.
#78738
E a questão do IUC pode ser já desmistificada. O problema está no nOx, que não é considerado para efeitos de IUC.

Fantasiando um bocado, os carros poderiam perder a homologação, mas nesse mesmo dia iam ter milhares de unidades devolvidas com os clientes a exigir o dinheiro de volta...
#78739
Está aberta a caixa de pandora:

BMW afunda 10% após relatório que revela fraude semelhante à Volkswagen

O grupo Volkswagen poderá não ser o único fabricante de automóveis que terá adulterado o desempenho dos motores em termos de emissões para a atmosfera através de um ‘software' incorporado no veículo. Em causa está o modelo X3 da alemã BMW.

De acordo com um relatório realizado pela revista ‘Auto Bild', especializada em automóveis, o BMW X3 xDrive 20d, que a marca alemã avança que está dentro das normas europeias de emissões Euro 6, excedeu esse valor durante os ensaios de estrada do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) por mais de 11 vezes. A Bloomberg avança que o ICCT é o mesmo grupo que liderou as investigações nos EUA e descobriu a fraude nos carros da VW.

A BMW já respondeu garantindo que os seus sistemas não respondem de forma diferentes nos testes de laboratório ou nos de estrada. "Não existe nenhuma função na BMW que reconheça que tipo de testes estão a ser realizados", afirma fonte da empresa alemã, citada pela Bloomberg.

"Todos os dados medidos sugerem que este não é um problema específico da VW", diz Peter Mock, responsável do ICCT. A Agência de Protecção Ambiental dos EUA garante que os veículos VW excederam o limite de emissões permitidas em 22 vezes.

O sector automóvel caiu a pique em bolsa logo depois desta noticia ter sido revelada e segue a cair cerca de 3%, apenas a VW escapa a esta maré vermelha, já que recupera das fortes quedas do arranque da semana.

A Volkswagen está a ser acusada nos EUA de adulterar o desempenho dos motores em termos de emissões para a atmosfera através de um ‘software' incorporado no veículo, enfrentando uma multa que pode ir até aos 18 mil milhões de dólares (cerca de 15,9 mil milhões de euros).

A Comissão Europeia é responsável por definir os limites de poluição nos automóveis e os procedimentos de teste, mas não tem controlo sobre a execução, que está a cargo das autoridades nacionais.
http://economico.sapo.pt/noticias/bmw-a ... 29775.html
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