Conversas que vão além do tema automóvel
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By SeteGu
#78978
Sem querer para já estar a discutir se devia ter ganho o partido A, B ou C queria apenas colocar algumas dúvidas.

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1. O PSD e o CDS aparecem também de forma independente (em 5º e antepenúltimo lugares, respetivamente) apesar de também concorrerem coligados. Qual e a razão? Esses votos contam para a coligação?

2. O PSD (em 5º) tem apenas mais 0,12% mas consegue eleger mais 4 deputados que o PAN. Afinal como funciona a distribuição de deputados em função da %?

PS. Apenas em forma de nota: vi muita gente a ir votar em Santarém... achei estranho a abstenção ter sido a maior de sempre em legislativas.
PS 2. Pelos vistos ainda há 4 mandatos por atribuir.

Alguém me consegue esclarecer?
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By jose dias
#78983
SeteGu Escreveu:Sem querer para já estar a discutir se devia ter ganho o partido A, B ou C queria apenas colocar algumas dúvidas.

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1. O PSD e o CDS aparecem também de forma independente (em 5º e antepenúltimo lugares, respetivamente) apesar de também concorrerem coligados. Qual e a razão? Esses votos contam para a coligação?

2. O PSD (em 5º) tem apenas mais 0,12% mas consegue eleger mais 4 deputados que o PAN. Afinal como funciona a distribuição de deputados em função da %?

PS. Apenas em forma de nota: vi muita gente a ir votar em Santarém... achei estranho a abstenção ter sido a maior de sempre em legislativas.
PS 2. Pelos vistos ainda há 4 mandatos por atribuir.

Alguém me consegue esclarecer?

É difícil explicar mas é possível deixar um comentário ....presidentes dos partidos todos sorridentes sorrisos abertos que só os psicólogos sabem avaliar .....mas todos ganharam as eleições :lol:
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By Ricardo Ribeiro
#78984
1 - isso acontece porque, de facto, houve círculos eleitorais em que os partidos, PSD e CDS, concorreram separados. No entanto, esses deputados eleitos são contabilizados para a coligação. Isto é fácil de perceber já que, para todos os efeitos, são do mesmo partido, além de que a questão da maioria não é algo fisico. É antes a constatação do obvio, de que, se a maioria dos deputados estiverem alinhados pelos mesmos principios, o acordo acontece naturalmente e as coisas fluem.

2 - Esta questão julgo que tem a ver com os circulos eleitorais onde os partidos elegem deputados. Um distrito como o Porto ou Lisboa, concerteza elegerá mais deputados do que os distritos mais pequenos. Ora, como esses grande distritos têm incrivelmente mais eleitores, uma menor percentagem pode representar a eleição de deputados, apesar de ficarem diluídos nas percentagens finais.

Os 4 mandatos por atribuir são referentes à emigração.

Se disse alguma asneira, por favor corrijam-me.
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By Arad
#78999
Nos Açores e Madeira, o PSD concorre sozinho. 2 e 3 mandatos, respetivamente. Tem a ver com o número de deputados por círculo eleitoral.

Nos Açores o CDS concorre coligado com o PPM.

Na Madeira concorre em coligação com outro nome qualquer que não sei.
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By Arad
#79000
Quanto aos resultados, não acredito em partidos todos muito civilizados e empenhados pelo país, e ainda menos acredito numa coligação da esquerda, estilo "saco de gatos".

Não vou aqui deixar a minha opção, mas tenho uma infinidade de razões para não votar na PàF. E outra infinidade de razões para não votar PS.

Ambos, cada um à sua época, atiraram-me para uma situação que não desejo a ninguém.
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By Arad
#79068
São partidos diferentes. O PSD não é o PSD-M nem o PSD-A. Cada partido funciona independente.
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By SeteGu
#79317
E agora? Alguém tem a dizer alguma coisa?

Eu sinceramente não consigo ter opinião... por um lado isto... por outro lado aquilo... no fundo só espero que aconteça o melhor para Portugal mas sinceramente não consigo opinar sobre "o melhor" ou sequer o mais "justo".

Algumas notas breves:
-O Cavaco deu a entender recentemente que não viabilizaria um governo de esquerda (a meu ver deveria ter uma posição neutra mas adiante)... iremos ficar com um governo de gestão? Até quando visto que, segundo me disseram, o Presidente da Republica, por estar em fim de mandato não poderá convocar novas eleições?
-Mesmo marcando (para daqui a x tempo) eleições e o resultado se o resultado for o mesmo de que adianta?
-Se o Cavaco ceder e o PS formar governo (tanto quanto percebo) não irá cumprir o seu programa mas sim uma mescla dos programas do PS e dos partidos de esquerda (que têm programas idênticos) para obter o apoio destes partidos, correto? Nesse caso porque não se juntaram antes das eleições para (em vez de andarem à batatada) unirem esforços para apresentarem, logo à partida, um programa credível? Talvez fossem bem menos criticados...

Parece-me haver posições extremistas de parte a parte o que não é bom... a politica parece estar a entrar num clima de guerra...
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By Arad
#79318
Há muito ruído, conflitos e muito apelo a ética política, que é algo tão raro como prostitutas virgens.

Vejamos:

PSD e CDS ganharam as eleições, mas juntos não conseguem governar sem apoio parlamentar. PPC foi indigitado... Se o programa do governo não passou, a culpa é dos outros? Por que razão tinha de passar?

O PS sozinho perde as eleições, sozinho não faz coisa nenhuma. Mas com O PCP e o BE conseguem formar maioria para a aprovação de leis...

Ora se o programa "passasse", podiamos ter o PS/PCP/BE a governar com um executivo PSD/CDS. Bastava os projetos de lei do PS serem votados favoravelmente por PS/PCP/BE.

Esta confusão foi criada pelo PS, PCP ou BE? Não creio. O povo votou assim... O povo definiu um mapa na AR que inviabiliza qualquer solução semelhante ao que vimos nos últimos 40 anos.

A solução dos acordos é estranha, mas faz sentido, porque ninguém quer desaparecer do mapa político no dia em que entrar em funções o próximo PR. O PCP e o BE jamais iriam para um governo com o PS, o seu eleitorado não aceitaria nunca tal coisa. O PS perderia todo o seu eleitorado que flutua entre os 2 partidos do "centro"... Ninguém quer isto!

Assim, o que vamos ter é um acordo para 4/5 meses, ainda que mascarado de acordo de legislatura. O PS sabe-o, o BE sabe-o, o PCP sabe-o, e o PSD/CDS também sabe disso...

Em Março/Abril, o parlamento é dissolvido e vai tudo a eleições, e ninguém vai completamente queimado.

O PS até é capaz de fazer uma governação docinha durante este tempo, estilo pré-campanha, e assim que a AR puder ser dissolvida e não conseguirem fazer passar algum diploma difícil, demitem-se (ou o próximo PR demite-os, o que pode até ser favorável numa estratégia de vitimização). Passam a mensagem que o PCP e o BE é que furaram o acordo e tentam capitalizar isso...

O PCP e o BE furarem um acordo com o PS está na sua natureza... basta que o assunto seja suficientemente fraturante para o seu eleitorado concordar com a dissolução do acordo. Estes partidos nada perdem.

O PSD/CDS assistem de cadeirinha, quanto pior correr melhor para eles. O problema é se começa a correr minimamente bem e começam a sair sondagens desagradáveis... E é por aqui que está a surgir muito do belicismo que temos visto nos últimos dias...

Se o PR mantém o atual governo em gestão, temos o PS/PCP/BE em pré campanha e criar desgaste fortíssimo no PSD/CDS...

Isto não dura 6 meses... o que vem a seguir é que não se sabe, mas o António Costa é um manhoso e vai tentar capitalizar isto ao máximo. Não se trata de sobrevivência política, trata-se de uma jogada para daqui a 6 meses ser efetivamente eleito sem precisar da muleta do PCP e BE para ser PM.

Não há cá golpadas, há uma conjuntura muito especial que leva a que isto seja possível. O PSD/CDS tinham legitimidade para ser chamados a formar governo e foram. Não podiam era obrigar ninguém a alinhar no seu programa de governo, e é disso que se trata.